Moro na Liberdade. Não no bairro de colonização nipônica paulistana, mas na rua de mesmo nomeRua curta, de certa forma. Começa na Sebastião de Lima e vai até a Bandeiras, ou vice-versa, posto que na capital quase todo acesso paralelo é de mão-dupla
Primeira imagem feita com o palm.
A esta, seguirão outras
Moro na Liberdade
do meu lar, do meu quarto
do beijo da morena que me ama
do meu irmão que não pára em casa
Transito pela Liberdade
das esquinas em que os condutores não dão seta
em que a água se empoça nos dias de chuva.
Mesmo de chuva fraca
Ando pela Liberdade
do piso irregular das calçadas
que refletem no cimento a individualidade de meus vizinhos
do asfalto abrasivo onde rolam os pneus de minha bicicleta
Onde meu corpo insiste em ir ao chão
Pelos motoristas que não dão seta
Nas esquinas que empoçam água
No asfalto irregular e nas calçadas
individuais abrasivas
em que minha bicicleta tomba sobre as rodas.
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